‘Deus é especialista em transformar caos em testemunho’, afirma escritora cristã

Escritora, terapeuta e palestrante, Andrea Grativol tem se dedicado ao cuidado emocional e espiritual de pessoas que enfrentam dores profundas, abandono e proce...

‘Deus é especialista em transformar caos em testemunho’, afirma escritora cristã
‘Deus é especialista em transformar caos em testemunho’, afirma escritora cristã (Foto: Reprodução)

Escritora, terapeuta e palestrante, Andrea Grativol tem se dedicado ao cuidado emocional e espiritual de pessoas que enfrentam dores profundas, abandono e processos de reconstrução interior.

Em seu livro “Transforme a Dor em Propósito”, a autora compartilha a própria trajetória marcada por feridas familiares, superações e experiências com Deus, mostrando como a dor pode ser ressignificada e se tornar instrumento de cura para outras vidas.

Membro da ITPA Penha, Andrea é casada com Gilberto Silva, mãe de dois filhos – Leonardo Henrique, de 34 anos, e Heitor Miguel, de 24 – e avó de Benjamin, de 3 anos e meio.

(Foto: Reprodução)

Ao recordar a maternidade, ela relata que enfrentou grandes desafios com os dois filhos. Sobre Leonardo, contou: “A dificuldade foi ser mãe ainda muito jovem e ter que dar aquilo que eu nunca tinha tido: o amor”.

Andrea explicou que precisou aprender a amar enquanto exercia a maternidade.

Já Heitor nasceu dez anos depois, com um problema genético relacionado à má formação renal.

“Foram várias internações, três cirurgias no rim e uma cirurgia no intestino”, relembrou.

Segundo ela, a longa trajetória nos hospitais marcou profundamente sua vida e sua fé. “Mas, para glória de Deus, Deus fez tudo novo”, testemunhou.

Naturopata e homeopata, com especialização em Ortomolecular e Psicologia, ela também atua ajudando pessoas feridas por abandono, traumas e crises existenciais a reencontrarem seus propósitos.

Em entrevista ao Guiame, Andrea, de 52 anos, falou sobre o processo de escrita da obra, as marcas do passado e a esperança de recomeço.

 

Guiame: Em que momento você entendeu que suas feridas poderiam se transformar em missão e propósito para ajudar pessoas?

Andrea Grativol: Eu entendi isso quando percebi que Deus não desperdiça nenhuma dor entregue a Ele. Durante muito tempo, eu enxergava minhas feridas apenas como marcas de sofrimento. Mas, no processo de cura, compreendi que aquilo que quase me destruiu poderia se tornar ponte para alcançar outras vidas. Quando comecei a ver pessoas sendo tocadas pelo meu testemunho, percebi que minha história não era só sobre mim, era também sobre propósito.

 

G.: No livro “Transforme a Dor em Propósito”, você aborda o abandono na infância. Como isso influencia a vida adulta e como iniciar a cura?

A.G.: O abandono na infância costuma gerar insegurança, medo de rejeição, necessidade excessiva de aprovação e dificuldade em construir vínculos saudáveis. Muitas pessoas crescem tentando preencher vazios emocionais sem perceber a origem dessa dor.

A cura começa quando reconhecemos a ferida, paramos de negá-la e permitimos que Deus entre nesses lugares internos. Também acredito na importância do acompanhamento terapêutico e no desenvolvimento do autoconhecimento. Curar-se é um processo de coragem e constância.

 

G.: Você escreve que “fatos isolados não definem a existência”, relacionando isso a Romanos 8:28. Como essa verdade mudou sua visão da própria história?

A.G.: Essa verdade me libertou da mentalidade de vítima. Eu compreendi que acontecimentos dolorosos fazem parte da trajetória, mas não têm autoridade para definir quem eu sou ou determinar meu futuro. Bíblia Sagrada me ensinou que Deus é especialista em transformar caos em testemunho. Hoje eu olho para trás e vejo que até os capítulos difíceis foram usados para me amadurecer e me conduzir ao meu chamado.

 

G.: Como terapeuta, quais feridas emocionais você percebe serem mais comuns hoje entre homens e mulheres?

A.G.: Vejo com frequência a carência afetiva, a baixa autoestima, o sentimento de inadequação e a dificuldade de lidar com rejeição. Muitas pessoas receberam coisas materiais, mas não receberam presença, escuta e afeto. Isso gera adultos funcionais por fora, mas feridos por dentro.

Também percebo muita gente cansada de sustentar personagens e escondendo dores antigas atrás de produtividade ou aparência de força.

 

G.: Em sua caminhada como mãe, de que forma os desafios de saúde enfrentados ao lado do seu filho caçula impactaram sua fé e transformaram sua maneira de enxergar a vida e o futuro?

A.G.: Cada desafio vivido ao lado de Heitor tornou-se também uma escola de coragem, esperança e transformação interior. Me lembro que por muitos anos eu não fiz projetos futuros, pois para mim era quase que impossível acreditar que aquele quadro pudesse ser diferente.

Mas Deus sempre faz muito mais do que pedimos ou pensamos, e nos surpreendeu com um menino corajoso, que também inspira pessoas a acreditarem nas promessas de Deus.

 

G.: Você afirma que seu livro foi escrito entre lágrimas e em processo de renovação espiritual. Como foi reviver dores passadas durante a escrita?

A.G.: Escrever esse livro foi como abrir gavetas antigas da alma. Houve momentos de lágrimas, silêncio e confronto interior. Mas também foi um tempo de cura profunda. Deus ministrou ao meu coração que lembrar não precisa significar sofrer novamente; pode significar ressignificar. Enquanto eu escrevia, senti que Ele transformava memórias dolorosas em sementes de esperança para outras pessoas.

 

G.: Para quem hoje se sente sem direção e ferido pelo passado, qual mensagem central você espera deixar?

A.G.: Eu quero dizer que ainda há tempo, ainda há caminho e ainda há propósito. O passado pode explicar muitas dores, mas não precisa aprisionar o futuro. Nenhuma história está encerrada enquanto houver vida. Deus continua escrevendo novos capítulos. A dor pode ter visitado sua trajetória, mas ela não precisa permanecer como protagonista. É possível recomeçar, reorganizar a vida e florescer outra vez.

 

G.: Qual seu maior desejo com esta obra?

A.G.: Meu desejo é que cada leitor entenda que pedir ajuda não é sinal de fraqueza, e sim de maturidade. Curar-se é uma decisão poderosa. Quando alguém decide enfrentar suas dores com verdade, fé e responsabilidade, uma nova história começa a nascer.

Serviço:

Obra: Transforme a Dor em Propósito Autora: Andrea Grativol Temas: cura emocional, abandono, fé, propósito e superação Instagram: @andrea_grati Onde encontrar: disponível na Amazon, na Livraria Leitura ou diretamente com a autora pelo WhatsApp: (11) 98756-4367.

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